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Entenda o circuit breaker

Circuit Breaker: saiba o que é, como funciona e para que serve

Assim como as operações do dia a dia do trader tem mecanismos para proteger o investidor, a Bolsa de Valores do Brasil, a popular B3, também tem o seu, e é o que chamamos de circuit breaker.

Em meados de 2020, durante o início da pandemia, vimos o acionamento deste dispositivo algumas vezes, algo que assustou muitos investidores, principalmente os novos, pois no ano em questão haviam entrado milhões de novos CPFs na B3.

Mas na verdade, o investidor de longa data já está familiarizado com o termo, porém sabemos que cada vez mais novos operadores têm entrado no mundo do trading, por isso mesmo vamos explicar em detalhes o que é e como funciona esse mecanismo da Bolsa de Valores.

Boa leitura.

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O que é circuit breaker?

Explicando de uma forma bem simples, o circuit breaker é o dispositivo de segurança utilizado pelas Bolsas tanto brasileira quanto americana, quando há um número alto de vendas que derrubam os valores dos ativos.

Em grande parte, o mercado é especulativo, por isso, em razão de fatores externos, pode ocorrer um fenômeno onde muitos investidores querem realizar suas ações para se proteger, como aconteceu no início da pandemia.

Isso não é feito à revelia, pelo contrário, o mecanismo segue alguns critérios estabelecidos, então todos os operadores sabem qual o cenário necessário para causar a ativação desse breaker.

Pegando o exemplo do Brasil, a B3 chama seus critérios de estágios, e no primeiro deles é acionado o dispositivo quando o índice Ibovespa cai 10% comparado ao dia anterior.

Isso é só um dos exemplos, pois há vários cenários em que pode ocorrer esse acionamento, sempre visando proteger os ativos e consequentemente seus investidores.

Leia também: Como operar na Bolsa Americana?

Como funciona o circuit breaker

Como funciona o circuit breaker na bolsa de valores?

O circuit breaker funciona justamente como um freio para parar o pregão em caso de quedas muito bruscas em alguns índices pré estabelecidos, a fim de proteger os ativos.

Cada bolsa pode estabelecer as suas próprias diretrizes para o acionamento deste mecanismo, mas em geral são bastante parecidas e também muito excepcionais, então não é algo que veremos com muita frequência.

Em situações economicamente adversas, de grande proporção, como foi a quebra da bolsa americana em 2008 ou a pandemia em 2020, há uma debandada de investidores, que começam a “despejar” suas ações no mercado, então, para interromper essa queda vertiginosa, aciona-se o “freio” para mitigar as perdas e assim poder ser feito algum tipo de controle.

Um mercado de alta volatilidade não é benéfico para ninguém, por isso a paralisação é um mecanismo válido.

Quanto tempo dura o circuit breaker?

Normalmente a paralisação das operações após o acionamento do mecanismo é de cerca de 30 minutos, o que costuma ser o suficiente para controlar as situações que se enquadram na etapa 1.

Lembrando que, neste caso, estamos pegando a B3 de exemplo, que divide os seus circuit breaker em etapas baseado na intensidade da queda, baseado nas regras, que veremos melhor mais a frente.

A maioria das vezes em que o dispositivo foi usado no passado, a duração média foi em torno de 30 minutos, por isso definimos este tempo como a base, e pode ser de horas, até dias a depender da gravidade da situação.

Historico de circuit breaker

Circuit Breaker: entenda a história

O último acionamento do circuit breaker na Bolsa Brasileira foi em março de 2020, onde vivíamos o auge da pandemia. Antes disso, houveram cerca de 18 acionamentos na história da B3.

Algumas delas foram de menor intensidade, outras de maior, mas sem dúvida alguns acionamento foram bem mais marcantes pela gravidade dos mesmos, que ocasionou paralisações bruscas.

Entre eles, podemos destacar os seguintes:

1997: Por conta de uma crise financeira que ocorreu em alguns países asiáticos, a bolsa de Hong Kong teve uma grande queda durante o mês de outubro e os reflexos chegaram na Bolsa brasileira. Na ocasião, 3 paradas ocorreram entre outubro e a metade de novembro.

1998: No ano seguinte, foi momento da Rússia entrar numa crise econômica severa, e novamente os impactos chegaram no Brasil, onde nossa Bolsa apresentou 5 paralisações entre os meses de agosto e setembro.

1999: Novamente, um novo ano, uma nova parada, pois nos dias 13 e 14 de janeiro de 1999, dois circuit breakers ocorreram devido a alteração no regime do câmbio. A ação do Banco Central negociando dólares no mercado futuro foi o que restabeleceu os sistemas.

2008: No mesmo ano da crise financeira que explodiu nos Estados Unidos, o Brasil sentiu diretamente essa oscilação e a Bolsa paralisou 6 vezes entre setembro e outubro.

2017: Apenas quase 10 anos depois que vivenciamos um novo circuit break aqui no país, quando o escândalo da JBS, onde vazaram gravações entre o dono da empresa Joesley Batista e o então presidente Michel Temer. Essa instabilidade política levou à paralisação do pregão.

Regras do circuit breaker: saiba quais são

As diferentes bolsas podem configurar diferentes gatilhos, então, como estamos usando a B3 de exemplo, vamos trazer as regras que predominam aqui no nosso cenário.

O índice utilizado para fazer essa medição é o IBOVESPA, e é feita uma divisão em etapas para acionar o mecanismo que vai depender da quantidade de queda apresentada naquele momento.

Por isso, vamos ver como funcionam essas variações que são os gatilhos para ativar o mecanismo de segurança:

– Queda de 10%

O primeiro marco, por assim dizer, é quando o índice do IBOVESPA atinge um nível de queda de 10% comparado ao fechamento do dia anterior, e é o que chamam no mercado financeiro de Estágio 1.

Em um exemplo prático, se o índice fecha em 80 mil pontos e abre assim no dia seguinte, caso haja uma queda para 72 mil pontos, é acionado o primeiro circuit breaker.

Neste primeiro estágio, as operações costumam ficar paralisadas por cerca de 30 minutos para que possam ser implementadas contra medidas que vão restabelecer o mercado e estabilizar os ativos em queda.

– Queda de 15%

Geralmente a pausa de 30 minutos do primeiro estágio já é o suficiente para conter as quedas e estabilizar a Bolsa, e automaticamente ela volta a funcionar após o fim do período.

Se após retomar as negociações no pregão o índice continuar em queda, ao atingir 15% é ativada a paralisação do Estágio 2, e nesse ponto já é uma situação um pouco mais grave.

No mesmo exemplo, a queda seria de 72 mil pontos para 68 mil, o que em geral é um sinal bastante preocupante.

Nesse caso, a paralisação costuma ser de 1 hora e é ativada automaticamente e retomada automaticamente também.

– Queda de 20%

O estágio 3 é sem dúvida o mais grave e é o que vemos com menos incidência no mercado financeiro mundial, e a métrica é se após o retorno do estágio 2, a queda continuar até atingir 20%, que no nosso exemplo seria bater os 64 mil pontos.

Ai a gravidade é realmente preocupante e a paralisação dura por tempo indeterminado até que se resolva a situação de uma forma definitiva.

O grande trunfo desse mecanismo é interromper essa debandada de investidores, pois pode causar um efeito manada, fazendo com que muitos operadores desistam da sua posição simplesmente por ser um movimento que todo o mercado praticamente está fazendo.

Final do pregão

Uma regra quase que não escrita desse mecanismo é uma paralisação nos 30 minutos antes de fechar o pregão do dia.

Essa pausa é seguida de uma prorrogação de 30 minutos, então o fechamento da Bolsa é mais tarde nesses casos, mas por hábito, é comum que investidores não tomem atitudes bruscas após o horário, e isso ajuda a estabilizar o mercado, sem ter que recorrer a um breaker de estágio 3.

 O que fazer pós circuit breaker

Como agir se houver outro Circuit Breaker?

A primeira coisa, que já até falamos aqui é não cair no efeito manada, pois se você tem um pouco de experiência investindo na Bolsa, sabe que pode confiar no seu restabelecimento.

Em todos os casos que citamos que ocorreram no passado, inclusive o de 2020, é observado que a economia tende a se restabelecer naturalmente após um tempo e aquelas mesmas ações voltam a se valorizar, e se você guardou suas posições poderá recuperar o prejuízo.

Outra coisa até mais importante, e não só em caso de acionarem o freio das operações, é você ter ativos diversificados, não só em tipos de ações, mas também operando em bolsas de outros países.

Por isso, nosso plano de carreira para traders visa formar especialistas que poderão fazer seu trading nas Bolsas Americanas, e assim construir um portfólio bem mais diverso e rentável.

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Conclusão

O trader de primeira viagem quando se depara com o circuit breaker pode se assustar, e isso é normal, porém é preciso levar como lição e preparar sua estratégia para poder contornar as situações até mais adversas.

Pelo histórico, vimos que não é algo tão comum de acontecer, em todo caso, todo operador inteligente sabe que diversificar é a chave para investir com segurança.Com a Earn2Trade, você se tornará um trader qualificado e poderá operar sem precisar usar seu dinheiro. Conheça nossos planos.

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