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Conversation sur l’inflation

Conversa sobre Inflação

Todos nós sabemos que os bancos centrais definem suas taxas de juros com bases nos números da inflação. Embora não seja o único dado a ser considerado, estabilizar suas respectivas moedas ainda é seu propósito principal. De certa forma, isso significa que atingir ou não as metas de inflação é um indicador da eficácia dos seus esforços. Isso tudo pode parecer muito simples, mas a inflação não representa um único dado. Ela é formada por uma combinação de diversos portfólios padronizados, e seus resultados podem variar consideravelmente.

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Tipos de inflação

Núcleo de inflação, Índice de Preços ao Consumidor (IPC) e o deflator do PIB são os três valores de maior importância. Sites de notícias e jornais que reportam tendências macroeconômicas publicam esses valores assim que são divulgados. Os traders também ficam de olho neles; no entanto, eles raramente fazem a pergunta mais importante: qual desses valores é mais relevante para sua própria estratégia de investimento?

A inflação dos EUA estava em 1,5% em fevereiro de 2019, já o núcleo de inflação estava em 2,1%, enquanto o deflator do PIB de 2018 registrava 111 pontos. Qual desses três é realmente relevante para determinar se haverá um aumento na taxa de juros? A única maneira de responder essa pergunta é analisando o que cada um desses números representa.

Deflator do PIB

O deflator do PIB é o mais específico entre os três tipos de inflação, pois ele não é medido em porcentagem. Esse valor é calculado a partir da divisão do PIB nominal pelo PIB real, e o resultado é então multiplicado por 100. Basicamente, ele mostra a variação geral nos preços dos ativos totais de um dado país, incluindo investimentos, mas excluindo variações nos preços de importação. Poderíamos assumir que esta é a métrica mais relevante para os bancos centrais, mas alguns detalhes importantes ficam faltando. Esse valor apresenta apenas linhas gerais e não consegue contabilizar variações internas específicas na estrutura de preços. Essa característica o torna pouco interessante para traders de moedas

Por outro lado, ele é muito útil para traders de índices. Quando a maioria das empresas está presente no mercado de ações, o deflator do PIB pode servir como um indicador útil do desempenho do mercado doméstico. A única desvantagem é que ele é divulgado a cada trimestre, e geralmente isso ocorre após a temporada de Flash Reports. No entanto, isso não limita sua utilidade como uma medida de inflação.

Índice de Preços ao Consumidor (IPC)

Por não obterem muitas informações a partir do deflator do PIB, os bancos centrais preferem utilizar um número mais rápido e específico: o Índice de Preços ao Consumidor, ou IPC. Isso faz muito sentido quando consideramos o efeito que a estabilidade de preço tem na propensão a consumir da população, o que, por sua vez, afeta diretamente o PIB. Institutos de estatística calculam esse valor a partir de uma cesta fixa de bens hipotéticos que são considerados representativos do mercado. Depois disso, eles comparam esses preços mensalmente. Isso nos permitir determinar se o poder de compra da poupança da população cresceu na mesma proporção que o custo de vida. Se o juro sobre as contas-poupança e os rendimentos de títulos do Tesouro de baixo risco forem menores que a inflação, então o valor real do capital da população diminuiu – mesmo que o valor nominal tenha subido. Conforme a inflação aumenta, o capital mantido em investimentos de juros baixos diminui.

O inverso também é verdadeiro. Variações nos preços do mercado de títulos do Tesouro de longo prazo refletem de maneira precisa o sentimento da população quanto à inflação. Títulos do Tesouro são um segmento importante do mercado monetário, sendo extremamente sensíveis a variações nos retornos reais. Os juros dos títulos recém-lançados são estabelecidos com base na inflação, não na taxa básica de juros

Núcleo de inflação

Também há um terceiro tipo de dado de inflação conhecido como núcleo de inflação. É o resultado da tentativa dos estatísticos de refinar os valores da inflação ao desconsiderar variações baseadas em eventos inevitáveis ou que não se repetem. O método é simples e envolve a exclusão de certos produtos da cesta hipotética de produtos usados para calcular a inflação. Esses produtos removidos incluem necessidades básicas, como combustível e despesas ou produtos domésticos com preços regulados, como medicamentos. Isso nos mostra que o núcleo de inflação não é voltado para a população geral, mas para especialistas interessados em examinar tendências subjacentes na economia. Estes incluem os responsáveis pelos bancos centrais, pois esse valor indica quais são os produtos mais afetados pelas suas políticas de taxas de juros. Esse valor serve de base para determinar as metas de inflação.

A população americana é impactada por uma inflação de 1,5%; no entanto, isso se deve principalmente aos preços baixos do petróleo e das importações. Após remover esses parâmetros da equação, o valor chega a 2,1%, que é o número considerado pelo Fed. Isso porque eles estão menos preocupados com o mercado de produtos e mais interessados em manter a economia sólida. Se comparada com a inflação de 2,1% da época, uma taxa básica de juros de 2,5% faz sentido, mesmo que possua suas desvantagens.