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Voo Corporativo

Corporações dos Estados Unidos desempenharam um papel fundamental no desenvolvimento da economia global. Elas foram algumas das primeiras a expandir suas instalações de produções para empresas com mão de obra barata ou impostos favoráveis.

Isso era frequentemente alcançado através de aquisições e fusões, enquanto empurrava os competidores locais para fora do mercado.

Enquanto essas empresas expandiram a sua influência pelo mundo, elas também traziam consigo sua própria moeda, o que levou o dólar a desfrutar de toda a sua hegemonia que tem atualmente.

Não seria uma surpresa saber que entrar na China seria uma excelente oportunidade para essas empresas.

Sua oferta de mão de obra praticamente ilimitada fez com que o país se tornasse um destino atrativo para o capital dos EUA desde os anos 90.

Apesar do sistema político Chinês oferecer um grande risco na época, os custos de mão de obra significativamente reduzidos junto com o grande mercado doméstico era incentivo o suficiente para essas empresas investirem o capital e a tecnologia que antes estava em falta. A economia e os lucros em potencial eram tantos que qualquer um que não estivesse movendo as suas produções para a China estaria sofrendo severas desvantagens competitivas.

Os investidores não se intimidaram com as consideráveis incertezas inerentes a estes projetos.

Eles estavam confiantes porque tinham o apoio do governo dos EUA ao lidar com a população pobre da China e a crescente economia dependente do dólar. Os crescentes negócios estendidos da China com os EUA fez a China perceber suas próprias forças assim como o seu papel geral na economia global.

Essa nova China autoconsciente começou finalmente a alavancar sua influência econômica acumulada para promover sua agenda nacional.

A natureza das suas relações tornou quase que inevitável para os Estados Unidos e a China desenvolverem conflitos de interesses.

Foi preciso apenas um presidente americano com a cabeça para o comércio e um homem chinês forte e intransigente para que os dois países finalmente entrassem em conflito.

Apesar de o jogo de olho-por-olho jogado com tarifas tenha contribuído para a erosão da confiança entre os dois países, as medidas adotadas contra a Huawai que poderiam acabar causando uma brecha real.

Uma grande quantidade de economistas vencedores do prêmio nobel chamou a atenção da atual administração para o risco de uma empresa internacional perder seus fornecedores dos EUA por razões políticas ou de segurança nacional. Isso poderia aumentar os riscos de fazer negócios com os EUA, levando a aumentos nos preços. Se a confiança é abalada no cenário do comércio internacional, existe a possibilidade de ela minar a confiança entre as cadeias de suprimento globais.

Apesar de valer a pena prestar a atenção no que eles dizem, é também importante apontar que suas preocupações poderiam continuar simplesmente como teorias não realizadas nas mentes dos ditos economistas. Uma pesquisa recém publicada pela Chambers of Commerce em Shanghai & Beijing mostra que 40% das empresas americanas operando na China estão planejando deixar o país. Existem duas considerações chave por trás dessa decisão. A primeira é como a situação da tarifa imprevisível torna difícil para muitas empresas fazerem planejamentos a longo prazo, e isso não parece ser algo que vai mudar tão cedo. A outra preocupação é o medo de a China quebrar empresas em retaliação às sanções dos EUA contra a Huawei. Essas preocupações levaram empresas a pesquisar por novos locais de produção ou considerar como eles podem treinar uma nova força de trabalho enquanto estão também reestruturando suas cadeias de suprimento.

O voo de empresas dos EUA pode definitivamente prejudicar a China. Elas já estão lutando contra um PIB em baixo crescimento e perda de empregos, o que faz com tudo isso fique ainda pior. Isso faz com que a ameaça de prejudicar as relações comerciais se transforme em uma arma que pode ser usada nas negociações. As empresas muitas vezes não percebem conscientemente a pressão que sua reação a esses eventos econômicos coloca sobre os políticos.

Olhando de volta os relatórios da Chamber of Commerce mencionados mais cedo, elas sugerem que apenas 6% das empresas que estão deixando a China pretendem se alocar nos EUA. Parece que eles estão menos preocupados com o comércio global em geral e estão na realidade mais preocupados especificamente com a China. De maneira geral, elas ainda estão interessados na região, já que 24.7% delas vêm o sudeste da Ásia como seu destino preferido. De certa maneira o Vietnã, Cambodia e Myanmar têm o potencial de tomar o papel da China na economia global, exceto em uma escala massiva. Isso também significa que eles não apresentam o mesmo nível de risco à liderança global dos EUA. Enquanto isso, 10.5% dessas empresas pensam entre o México, e 8.5% expressaram interesse em se mudaram para a Índia, Bangladesh, Paquistão ou Sri Lanka.

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