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Futuros de Cebolla

Futuros de Cebola

Vincent Kosuga tinha uma fazenda de 20 km2 em Nova York, onde cultivava cebolas e alguns outros vegetais – mas a cebola é a estrela dessa história.

Vincent passou a operar trigo nos mercados de commodities, mas acabou perdendo dinheiro. Ele prometeu à esposa que não operaria mais – em vez disso, se envolveu com o que conhecia: cebolas. Cebola era a commodity mais operada na Chicago Mercantile Exchange na época, representando 20% das operações em 1955. Isso era devido, em parte, ao fato de cebolas terem um tempo limitado de armazenamento, portanto seu preço oscilava mais que a maioria das commodities, o que garantia um potencial maior de lucro.

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Kosuga era amigo de Sam Siegel, que também operava cebolas e tinha uma empresa de produção. Juntos eles decidiram que, com seu dinheiro e capacidade de armazenamento, os dois poderiam controlar o mercado de Futuros de Cebola.

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Controlando o mercado de futuros de cebola

No outono de 1955, eles já tinham 14 mil toneladas de cebola em Chicago, o que equivalia a 98% do mercado. Os dois ameaçaram os produtores: se não comprassem suas cebolas, eles inundariam o mercado. Isso elevou os preços, o que fez com que Vincent e Sam abrissem contratos de venda a descoberto.

Além disso, eles enviaram as cebolas para que fossem limpas e não estragassem. Quando as enormes remessas voltaram a Chicago, isso deu aos traders a falsa impressão de sobreoferta, o que causou uma queda nos preços. Eles inundaram o mercado de cebolas, para desgosto dos produtores. Essas medidas fizeram com que os preços caíssem de US$2,75 para US$0,10 por saca de 50 libras (22 kg). Sam e Vincent lucraram muito com a venda a descoberto.

Isso levou o governo a aprovar a Onion Futures Act – ou Lei de Futuros de Cebola –, que baniu os futuros de cebola, apesar dos protestos dos traders. Até hoje, é proibido operar futuros de cebola. Quando estiver comendo suas onion rings, agradeça a esses traders infames pela estabilização dos preços.