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O Padrão Ouro

Considerar o ouro como uma reserva de valor foi fundamental para a economia mundial por um longo tempo. Muitas nações, como os Estados Unidos, tinham um sistema de moeda baseado na conversibilidade em ouro. Isso é chamado de padrão-ouro. No caso dos EUA, eles chamavam de Padrão de Barras de Ouro. Nesse sistema, o ouro não circula na economia, mas a moeda pode ser trocada por ele.

O padrão mudou com frequência ao longo do tempo, especialmente por conta das grandes guerras ou de grandes pressões econômicas. Uma das maiores mudanças veio pelo presidente Roosevelt que nacionalizou o ouro da nação em 1934. A motivação por trás da mudança foi combater a deflação que estava destruindo a economia americana. Antes da nacionalização do ouro, o preço para converter dinheiro em uma onça troy de ouro era de US$20,67. Após esse programa, o preço de conversão foi alterado para US$35 por onça troy, para dar à economia a chance de se recuperar mais facilmente. Essa abordagem teve grande sucesso em ajudar os EUA a se recuperarem da Grande Depressão.

Essa iteração do padrão ouro foi mantida por um longo tempo, embora tenha mudado significativamente devido à Segunda Guerra Mundial. Os Aliados se reuniram em julho de 1944 e discutiram a economia global na cúpula de Bretton Woods. Esta reunião foi realizada para determinar muitos aspectos da economia global pós-guerra. Um desses aspectos era o de como lidar com as taxas de câmbio entre os países que ingressavam na era do pós-guerra. Muitos países atrelaram a sua moeda ao dólar americano, graças a sua capacidade de converter dólares em ouro que não era mais possível através de pessoas físicas ou jurídicas – apenas bancos nacionais poderiam fazer a conversão. Para facilitar de maneira confiável esse novo sistema de câmbio, foi criado o Fundo Monetário Internacional (FMI). A “atrelação” significa fixar uma taxa de câmbio de uma moeda para outra.

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O Declínio do Padrão Ouro

Esse arranjo alcançou seu objetivo, dando uma certa estabilidade a um mundo em recuperação da guerra. Passou-se mais de uma década até que o sistema tivesse o seu primeiro problema. Os franceses colocaram pressão neste sistema, sob comando do presidente Charles de Gaulle. Ele havia decidido que queria reduzir sua dependência em relação aos EUA e do seu dólar, e adotou uma política de conversão de dólares americanos em ouro entre 1959 e 1969. Isso causou dificuldades constantes para as reservas de ouro dos EUA.

A tensão crescente com a França levou os EUA a ter problemas em acompanhar as reservas de ouro. Isso ocorreu de maneira conjunta com a turbulência econômica da Guerra do Vietnã, bem como com mais dinheiro saindo do país do que entrando (um déficit na balança de pagamentos). Na mesma época, a London Gold Pool também estava passando por dificuldades. A criação do agrupamento foi uma tentativa dos EUA e dos principais países europeus de manter o padrão ouro em forte atividade. O agrupamento foi formado em 1961 e, em 1968, acabou.

Todas essas questões acabaram levando a administração Nixon a interromper a conversibilidade em ouro em agosto de 1971. Para resolver esses problemas, Nixon e o Grupo dos Dez (países mais desenvolvidos) redigiram o Acordo de Smithsonian no final de 1971.  Ele trouxe muitas mudanças, como o aumento do preço do ouro para US$38, atrelando o valor das principais moedas mundiais ao dólar americano, com algum espaço para flutuação e o fim da conversibilidade em ouro. Um novo arranjo era necessário. A conversibilidade não era mais um plano viável para os EUA, devido à falta de reservas de ouro.

Consequências

Os EUA continuaram definindo seu dólar em termos de ouro por um tempo após esse ponto. Isso tornava-se cada vez menos relevante com as moedas mundiais sendo também atreladas a conversão em ouro. Os EUA divulgaram mais algumas mudanças no preço do ouro para combater a deflação em meados da década de 1970. Eventualmente, em 1976, eles desistiram e mudaram para uma nova definição do dólar, que não incluía nenhum vínculo com o ouro. Em vez disso, era uma moeda puramente fiduciária, o que significava que era inconversível, baseando-se apenas no valor que a percebia.

Essa redefinição desencadeou uma onda de mudanças no mundo. Os países desenvolvidos do mundo começaram a se afastar do padrão ouro, em favor de uma moeda fiduciária flutuante. Essa mudança levou ao benefício de ter-se mais controle da moeda pelos bancos centrais. Ela também aliviou a pressão de manter e administrar reservas de ouro.